Eladio Paniagua

Um dos maiores gargalos do segmento é a precificação inadequada do serviço.

A terceirização da gestão de frotas é uma estratégia chave para empresas que desejam otimizar seus recursos. E os benefícios são inúmeros.

Além de a empresa ficar livre da administração do ativo imobilizado, serviços como manutenção preventiva, gestão de multas, telemetria, pedágio, documentação e proteções também são administrados pela locadora de veículos. Isso vale para todos os segmentos, e na área de segurança não é diferente.

“A competitividade no aluguel de carros para empresas de segurança está acirrada ultimamente.

Trata-se de um segmento muito promissor para trabalhar e fechar parcerias, pois são empresas que geralmente pagam em dia e apresentam solidez no fluxo de caixa”, avalia Eladio Paniagua, CEO da Point Rent a Car & Motorcycle.

Segundo o executivo, esse mercado concentra muitas empresas de segurança que oferecem um pacote de locação de pessoal juntamente com os veículos.

Trata-se de um bom filão para as locadoras apostarem. Porém, também é uma área que exige mais atenção a detalhes, a fim de evitar prejuízos tanto para a empresa de segurança como para a locadora. Um deles é a precificação inadequada.

Antes de fechar um contrato, a indústria de aluguel precisa ter muita cautela e fornecer orientações sobre a melhor forma de estabelecer o valor correto que as empresas de segurança devem cobrar de seus clientes. “Uma das modalidades de precificação mais comuns é a cobrança por quilômetro determinado de utilização. No entanto, o usuário do veículo sempre acaba extrapolando essa quilometragem e o adicional faz com que, muitas vezes, as operações fiquem no vermelho”, adverte Paniagua.

Outro ponto importante que deve ser observado é o tipo de uso do veículo. Há companhias que posicionam o carro na porta de uma empresa, universidade ou shopping center. Nesse caso, ele roda pouco. Mas há automóveis destinados à escolta, que podem estar num dia em São Paulo e, no outro, em Salvador.

A escolta armada e os carros para executivos de alto padrão também são muito disputados pelo setor de segurança. “É um nicho muito interessante, quando não há sinistro. Por isso mesmo, as empresas devem estar preparadas para esses casos”, ressalta Paniagua, lembrando que o maior erro é fazer uma precificação única para todos os tipos de uso do veículo.

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